Teatro – Dia das Mães

PERSONAGENS:
JOANA (não tem mãe)
MARCOS (não tem dinheiro pra comprar o presente para sua mãe)
CRISTINA (não gosta muito de sua mãe) –
PEDRO (amigo de Joana, também não tem mãe, ambos vivem na rua) [pode ser irmão caçula de Joana]
MÃE DE JOANA E PEDRO (adota Joana como filha)
MÃE DE CRISTINA (se ‘reconcilia’ com a filha)
MÃE DE MARCOS (adora o presente dele)

CENÁRIO: Véspera do Dia das Mães.

CENA 1

Algumas crianças se reúnem na véspera do Dia das Mães:

JOANA: Nossa! Como a festa hoje está linda, como a igreja está cheia hoje, todo mundo comemorando, até parece que é natal!
MARCOS: AH! Joana, é porque amanhã é o dia das mães, se esqueceu?
JOANA: É difícil eu me lembrar, já que não tenho mãe. – diz Joana triste.
CRISTINA: Sorte sua, as mães vivem mandando na gente, não deixa a gente fazer o que queremos.
PEDRO: Sorte nossa não, a Joana e eu vivemos na rua, sem uma casa, sem comida, sem carinho e sem amor, se eu pudesse escolher preferia ter uma mãe que mandasse em mim.
MARCOS: Minha mãe é mandona, as vezes briga comigo, mas sei também que ela me ama muito. Outro dia, cheguei em casa machucado e minha mãe veio logo me socorrer, toda preocupada, já pensou, se eu não tivesse ela! quem cuidaria de mim?
CRISTINA: É Marcos nisso você tem razão. Você já comprou o presente para sua mãe?
MARCOS: eu…eu…. Bem eu não tenho dinheiro para comprar um presente para minha mãe. – diz Marcos triste
CRISTINA: E como você espera que ela fique contente? Pois eu já estou indo comprar um presente para minha mãe, e vou comprar algo bem chique – e sai toda exibida.
MARCOS: e agora, eu amo tanto a minha mãe, e não queria vê-la infeliz, mas eu não tenho dinheiro, o que faço? – pergunta Marcos para seus amigos Joana e Pedro.
JOANA: Eu acho Marcos que você pode dar o que você tem!
MARCOS: mas eu não tenho nada, nem um centavo! – diz mostrando os bolsos vazios.
JOANA: você disse que ama sua mãe, não foi? Então lhe dê o seu amor, tenho certeza que ela ficará muito feliz.
PEDRO: Concordo com Joana, eu mesmo não ficaria triste de não ganhar um presente, se alguém me desse uma mãe que me amasse, cuidasse de mim, brincasse comigo, e eu pudesse abraçá-la quando estivesse com medo, diria para minha mãe, todos os dias que ela é o meu tesouro, mas infelizmente eu não tenho mãe.
MARCOS: Sabem, vocês me deram uma ótima idéia – diz animado – vou logo dar um jeito de arranjar um presente para minha mãe – e dizendo isso vai saindo, mas lembrando-se dos amigos que não têm mãe se volta e diz – ei por que vocês não arrumam uma mãe?
JOANA E PEDRO: Como?!
MARCOS: É! Vocês nunca ouviram falar de pessoas que adotam filho dos outros? Tentem arrumar uma família para vocês! – e sai de cena.
JOANA: É mesmo Pedro!
PEDRO: Mas será que alguém vai querer ficar com a gente, estamos sujos, nossas roupas estão rasgadas.
JOANA: Tenho certeza que existem muitas pessoas boas neste mundo, e sujeira sai. Vamos tentar Pedro, não temos nada a perder mesmo.
PEDRO: Está certo Joana, vamos tentar você procura uma mãe daquele lado, e eu procuro deste outro.
JOANA: Ta legal, Pedro e boa sorte! – sai Joana toda animada.
PEDRO: Boa sorte pra você também Joana.
NARRAÇÃO: Joana e Pedro ficam nas ruas perguntando para as pessoas se elas querem adota-las, mas na maioria das vezes são ignorados, alguns chegam a empurrá-los porque acham que eles querem roubar, outros olham com olhar de repulsa outros com olhar de piedade, mas ninguém teve coragem de adotar Joana ou Pedro.
Até que chegou a noite, cansados de procurar uma mãe, a tristeza e a decepção eram tantas que as lágrimas rolavam pelo rosto.

CENA 2

JOANA: Puxa, procurei tanto, queria tanto ter uma família, mas ninguém me quis.
PEDRO: É, realmente não existe uma mãe para nós.
NARRAÇÃO: Joana chorava e chorava e nem percebeu que vinha chegando uma mulher triste e que também chorava, ela, vendo os dois, se aproximou e perguntou:
MÃE DE JOANA E PEDRO: O que foi querida? Você está machucada?
JOANA: oh! Não Senhora, é que estamos tristes, pois já é dia das mães e nós não temos uma mãe para abraçar, somos só nós dois no mundo.
MÃE DE JOANA E PEDRO: É acho que sei como você se sente. Pois eu também estava chorando, este é o primeiro dia das mães que passo sem meu filhinho, que morreu atropelado.
JOANA: Puxa! Sinto muito senhora…é a Senhora chora porque não tem um filho e eu choro porque não tenho uma mãe. Tudo isso é mesmo muito triste.

(As duas permanecem em silêncio até que uma idéia surge, e as duas falam ao mesmo tempo.)

JOANA: Você podia ser minha mãe!
MÃE DE JOANA: Você podia ser minha filha!
JOANA: OH! Que legal! Então posso lhe chamar de mamãe?
MÃE DE JOANA: Claro que pode, pois a partir de agora você será minha filha, e como eu quero ser uma boa mãe pra você, vamos logo para casa que vou cuidar de você.
JOANA: isso é tudo que eu sempre quis, e também quero ser boa filha, mãe! e vou começar agora! – e Joana começa a beijar a mãe.
NARRAÇÃO: Joana e a nova mãe vão para casa felizes, pois uma encontrou felicidade com a outra……. PEDRO não teve a mesma sorte. Procurou muito…. mas não encontrou ninguém, triste e decepcionado deitou-se no banco da praça e ali passou a noite, noite esta fria e de chuva, mas Pedro não se importava com mais nada.

CENA 3

NARRAÇÃO: Enquanto isso Cristina entregava seu presente para sua mãe.
CRISTINA: Feliz dia das mães! Espero que você goste, ele foi bem caro, e eu estou com os pés doendo de tanto andar. – diz sentando-se e mal ligando para a mãe.
MÃE DE CRISTINA: Minha filha você não está se precipitando?! O dia das mães é amanhã.
CRISTINA: É…só que amanhã eu vou sair com a galera, por isso estou lhe dando o presente hoje, o que achou?
MÃE DE CRISTINA: O que eu achei?! Acho que eduquei você mal minha filha, o que eu mais quero no dia das mães é a sua atenção o seu carinho, não um presente caro!! E você ainda me diz que não vai ficar comigo amanhã?!
CRISTINA: Ah mãe! não começa com drama, lá vem a senhora querer me proibir de sair com meus amigos e…
MÃE DE CRISTINA: Não filha, eu não vou te proibir, faça o que estiver no seu coração, saiba apenas que este não é o presente que eu quero ganhar de você, mas eu sei esperar, um dia quando você for mãe como eu, talvez… talvez você entenda o que eu desejo mais que tudo na minha vida.

(a mãe começa a se afastar, mas pára quando a filha lhe chama)

CRISTINA: Mãe espera, me perdoa, só não queria dar o braço a torcer, por causa de nossas diferenças e por achar que eu não era tão importante na sua vida. Mas… EU TE AMO MUITO, MÃE!
MÃE DE CRISTINA: Eu também te amo filha e não existe nada mais importante na minha vida do que você! Desculpe-me se eu a fiz sentir que não era amada.

(conversando e rindo abraçadas vão saindo de cena)

NARRAÇÃO: QUE bom! Mãe e filha se entenderam.

CENA 4

Já amanheceu e Marcos está ansioso para entregar seu presente.

MARCOS: Venha mamãe, não vale olhar heim! Só quando eu disser que pode.
MÃE DE MARCOS: ah! Meu filho o que você está planejando seu danadinho. – diz dando risada.
MARCOS: Calma que a senhora logo vai ver. – então ele se ajoelha na frente da mãe segurando uma flor e um cartão no formato de coração com um espelho dentro e diz – Pronto, mãe, agora você pode olhar.
MÃE DE MARCOS: Meu filho! O que é isso? – Diz ela sorrindo
MARCOS: Isso é o meu presente mãe, como eu não tenho dinheiro, e não posso tirar meu coração do peito sem morrer, fiz este coração de papel, para que a senhora cada vez que abri-lo e olhar dentro saberá que sempre estará nele, pois eu a amo muito mãezinha e sempre a amarei.
MÃE DE MARCOS: Oh! Meu filho! Que presente lindo! Você é um filho maravilhoso, estou muito orgulhosa!
MARCOS: Eu sou o menino mais feliz que existe, porque a Senhora é minha mãe.

(Os dois saem de cena rindo, brincando, fazendo cócegas um no outro.)

FIM

TODOS OS DIAS SÃO DIAS DAS MÃES, VIVA TODAS AS MÃES!