Escola Dominical Ateísta?!!

Nas manhãs de domingo, a maioria dos pais que não acreditam no Deus dos cristãos, ou em qualquer deus, provavelmente estarão tomando café da manhã ou numa divertida partida de futebol com as crianças, ou em alguma tarefa doméstica ou, com sorte, dormindo. Sem religião, não há nenhuma necessidade por igreja, certo?

Talvez. Mas alguns não crentes estão começando a achar que necessitam de algo para os filhos deles. Quando você tem crianças, diz Julie Willey, uma engenheira de design, que você começa a notar que seus colegas de trabalho ou amigos que têm uma igreja se reúne para ajudar a ensinar os valores às crianças. Assim todas as semanas, Willey que é budista e que nunca acreditou em Deus, e o marido dela prendem as quatro crianças deles na minivan azul deles e vão ao Centro da Comunidade Humanista em Palo Alto, Califórnia, para escola dominical ateísta.
De acordo com o Instituto para Estudos Humanistas, 14% dos americanos professam não terem nenhuma religião, e entre a faixa etária de 18 a 25 anos, a proporção sobe para 20%. A vida destas pessoas jovens seria muito mais fácil, do que a dos ateus adultos, dizem, se eles aprendessem desde cedo como responder à maioria dos cristãos nos E.U.A. É importante as crianças não parecerem estranhas, diz Peter Bishop que conduz a classe teen no Centro Humanista em Palo Alto. Outros dizem que a instrução semanal apóia a posição que é natural não acreditar em Deus e lhes dá um lugar para reforçar a moralidade e valores que eles querem que as crianças deles tenham.
O programa pioneiro em Palo Alto começou há três anos atrás, e comunidades em Phoenix, Albuquerque, N.M., e Portland, Orengo, planejam começar trabalhos semelhantes na próxima primavera. O movimento crescente de instituições para crianças de famílias de ateus também inclui Acampamentos de verão em cinco estados mais Ontario, e a Academia Carl Sagan, na Flórida, a primeira escola pública Humanista do país que abriu com 55 crianças no outono de 2005. Bri Kneisley que enviou o filho Damian de 10 anos para acampar em Ohio neste último verão, dá as boas-vindas ao senso de comunidade que estas novas escolhas lhe oferecem: Ele é uma criança de pais ateus, e ele não é o único no mundo.
Kneisley, 26 anos, uma estudante da Universidade de Missouri, diz que percebeu que Damian precisava aprender sobre secularidade depois que um vizinho lhe mostrou a Bíblia. Damian era bastante convicto quando esse sujeito lhe contou esta surpreendente verdade que eu nunca tinha compartilhado com ele, diz Kneisley. Na maioria dos acampamentos tradicionais, o filho dela amava canoagem, além disso, o acampamento ateísta ensinou para Damian pensamento crítico, religiões mundiais e de livres-pensadores (um termo que engloba ateus, agnósticos e outros racionalistas) como o abolicionista negro Frederick Douglass.
O Programa Palo Alto Family usa música, arte e discussão para encorajar expressão pessoal, curiosidade intelectual e colaboração. Em um domingo de outono pode-se encontrar até uma dúzia de crianças de até 6 anos de idade e vários pais que tocam instrumentos de percussão e cantam hinos como Ten Little Indians, em vez de canções como Jesus me ama. Em vez de ouvirem uma história da Bíblia, a classe lê Stone Soup, uma parábola secular.
No corredor na cozinha, as crianças mais velhas se concentram em uma conversação Socrática com o líder Bishop. Ele tentou conseguir que eles vejam como as pessoas são coagidas a renunciar as convicções delas e que poderiam não mudar as mentes delas de fato mas poderiam estar reagindo, uma lição importante para jovens ateus que podem sentir pressão para confessarem acreditar em Deus.
Pais ateus apreciam este ambiente. Isso é porque Kitty, uma atéia que não quis revelar o último nome para proteger a privacidade das crianças dela, traz à classe de Bishop toda semana. Depois que Jonathan, 13, e Hana, 11, nasceram, Kitty diz que ela se sentia socialmente isolada e até mesmo pensou em experimentar levá-los à igreja. Mas eles estão tendo discussões racionais, então mais confortáveis no Centro Humanista. Eu sou uma pessoa que não acredita em mitos, Hana diz. Eu aprecio bastante à evidência.
Notas:
Pais ateus estão preocupados em levar os filhos à Escola Dominical Ateísta para saberem rejeitar o cristianismo. Os pais cristãos estão preocupados em levarem seus filhos à Escola Bíblica Dominical? Pais cristãos têm essa mesma convicção da importância da Escola Dominical que os pais ateus?
Humanismo: Um sistema filosófico de pensamento que focaliza o pensamento, e ações no valor humano. Humanos são considerados basicamente bons e criaturas de razão que podem ser melhores por habilidades humanas naturais de razão e ação. Humanismo secular é um recente desenvolvimento que enfatiza objetividade, razão humana, e padrões humanos que governam arte, economias, éticas, e convicção. Como tal, nenhuma deidade é reconhecida.
Fonte: http://www.escoladominical.net/

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As Pulseiras do Sexo

Recebi esse alerta por email e resolvi postar para servir de alerta para os pais e educadores.

Cenas do Cotidiano:

Suely Pavan (*)

Você já deu beijo de língua?

Você está apaixonada por algum menino aqui da escola?

…Estas eram algumas perguntas que constavam dos cadernos de recordação  que circulavam entre as meninas de antigamente.

O caderno era composto de diversas perguntas, cada uma numa página, e as diferentes respostas das meninas compunham uma gama variada de explicações a cada uma delas.

Depois vieram os animais virtuais, os tamagotchis,os tais bichinhos tinham que ser alimentados, senão morriam.

Professoras ficavam “loucas”,com os alunos que tinham o apetrecho

pendurado no pescoço durante as aulas
Ambas as brincadeiras tinham um aspecto bem ingênuo e divertido. E na maioria das vezes, ninguém saiu ferido por brincar destas coisas,salvo quando algumas professoras não gostavam do tamagotchi ou quando uma mãe bisbilhoteira fuçava em nosso caderninho de recordação.
Meninas suspiravam e recordavam por dias o beijo recebido do menino que gostavam e meninos se limitavam a ficar  olhando apaixonadamente a meninas que gostavam na porta da classe.

Estes romances platônicos alimentavam a vida e a tornavam mais bela.

As danças com o passar do tempo foram mudando, mas sempre houve a paquera e os “amassos”.

Adolescência era a época de fazer parte de um grupo, interessar-se por pessoas do sexo oposto ou do mesmo,dar uns beijos e apaixonar-se muito.

Sexo? Ele ficava para mais tarde.

E antes de fazê-lo, mesmo com toda a emancipação sexual após a década de 70(aqui no Brasil), pensava-se muito.

Era preciso escolher, namorar e confiar no rapaz.

Tudo levava um tempo,tal como quando se come um grande jantar.

Tempo para temperar, tempo para cozinhar,e finalmente comer o bom prato.

Educação sexual baseava-se em escolhas e responsabilidade e não no aparato: camisinha, DST e AIDs.

Em 1998 os meninos da rua onde eu morava queriam dar uma festa e precisavam de uma garagem e os pais não queriam emprestá-la. Por não ver nenhum problema resolvi emprestar a minha para eles, e os ajudei a organizar a festa.

Eles foram colaboradores e no sábado logo cedo ajeitaram a garagem e se prontificaram a recolher dinheiro

para os salgadinhos e bebidas (não alcoólicas) para mais tarde.

Logo de cara notei que eles muito mais do que elas se prontificaram a ajudar. Elas se limitaram a sentar no sofá e sem nada fazer  ficavam esperando as ordens deles.

Como eu era a única adulta e motorista os levei para buscar as coisas para a festa.

Numa das viagens uma garota nos acompanhou no carro. Ela fazia questão a toda a hora de dizer pra eles:

Se você quiser meu buraquinho eu te dou. Eles nem sequer respondiam, apesar da insistência dela.

Achei aquilo muito estranho a princípio, até porque a menina devia ter uns treze ou catorze anos.

À noite eles começaram a chegar à minha casa, eu havia me arrumado,afinal haveria uma festa em casa.

Elas estavam com a mesma roupa usada o dia inteiro,e eles mais arrumados.

Os meninos disseram pra mim: Você é a mulher mais linda desta festa,está arrumada e muito bonita!

Elas passaram a noite debruçadas nos meninos,e entrando e saindo de minha casa em busca de bebidas alcoólicas nas lojas de conveniência próximas.

Quando percebi o “jogo” sacana delas resolvi proibir a entrada: menores e bebidas nem pensar.

Proibição clara. Adultos têm este dever, nada de fazer vistas grossas pra bebedeiras dos adolescentes em sua própria casa.

Terminada a festa os meninos ficaram me contando na sala e alguns até choravam dizendo:Estou tão apaixonado por ela,e ela só quer ficar, eu quero namorar!

Faço atualmente um trabalho com pré-adolescentes sobre sexualidade e encontro o mesmo comportamento:

Elas apesar da pouquíssima idade, 11 a 13 anos,querem um comportamento mais sexual por parte dos meninos. Eles ao contrário, me procuram para perguntar coisas sobre namoro e amor.

Elas fazem tanta pressão sobre eles, que quase os obrigam a comportar-se como Djs machões de bailes funks,ou como rappers famosos cercados de mulheres.

Elas valorizam o cara com “pegada”,mesmo que ele só tenha 12 anos.

Eles querem uma garota para namorar.Um total descompasse em termos sexuais.

Elas são afoitas, e eles devagar quase parando.As meninas estão muito mais sexualizadas do que os meninos.

Os meninos são vistos como uma espécie de objeto sexual de uso imediato e descartável se não fizerem a vontade delas.

Escrevi tudo isto apenas para contextualizar o uso das tão famosas pulseiras sexuais.

Elas tem sido usadas por meninas de diferentes idades, dos 8 aos 13 anos e têm gerado uma enorme polêmica. Apesar de serem feitas de um plástico vagabundoe bem baratas se tornaram modinha entre as pré-adolescentes.

Muitas meninas as usem e dizem não saber de seu significado.Acho difícil.

A geração internética tem este dado sobre o seu significado de forma muito fácil em diversos sites de relacionamento.

Basta também uma pesquisinha rápida no Google para descobrir o que elas significam:

Amarela – abraço

Rosa – mostrar o peito

Laranja – dentadinha de amor

Roxa – beijo com a língua, talvez sexo

Vermelha – dança erótica

Verde – chupões no pescoço

Branca – a menina escolhe o que quer

Azul – sexo oral a ser praticado pela menina

Preta – fazer sexo com quem arrancar a pulseira

Dourado – fazer todos os citados acima

O tema tem gerado polêmica depois de casos de estupro e outros de morte motivados pela tal pulseira.

A quem acredite que uma simples pulseira não pode motivar este tipo de delito.

Sim, uma faca também não é capaz de provocar sozinha um crime!

E aí se entra naquela discussão sem fim sobre a importância de dialogar com os filhos, ou cuidados com a proibição e outros blá, blá, blás.

Muitos tratam pré-adolescentes como se eles fossem totalmente zero à esquerda em termos de sexo,

coisa que hoje em dia está longe de ser verdade.

Adolescentes precisam fazer parte de grupos, mas os grupos hoje são bem diferentes do tempo de seus pais,é preciso não confundir alhos com bugalhos!

Adolescentes, mais do que aprender sobre DSTs, camisinhas e AIDS, precisam saber escolher parceiros

e principalmente a se auto-valorizar.

Vejo no grupo de pré-adolescentess no qual trabalho uma enorme insistência quanto a aprender o uso de camisinha, porém, tenho insistido (e muito) que antes de transar é preciso se auto-conhecer, saber colocar limites, e respeitar-se como pessoa, e não como um pedaço de carne e a ser comido cru.

Meninas não são apenas um buraco e meninos não tem apenas um pênis, são seres integrais, e como tal devem ser respeitados e se fazerem respeitar.

Noto neste trabalho que não há este tipo de orientação nem em casa, e muito menos na escola.

Então o problema não é o uso da pulseira plástica, mas sim o seu significado.

Andar com uma pulseirinha destas é o mesmo que ir a um jogo do Palmeiras versus Corinthians, e sendo palmeirense sentar-se junto com a torcida do Corinthians !

É chance pro azar na certa!

Educadores, psicólogos e juristas não analisam contextos e ficam, inutilmente, discutindo o uso ou não das pulseirinhas quando o problema é mais embaixo.

Adolescentes hoje sabem o que é sexo,porém não tem preparo algum para fazê-lo, e precisam ser orientados quanto as suas escolhas e os impactos em seu futuro.

Um pai e uma mãe que acessam a internet têm plenas condições de saber o significado da pulseirinha

e orientar a filha para não usá-la, mesmo que ela chore e diga que perderá as amiguinhas da turma.

Talvez ela aprenda que está andando com a turma errada.

Qual é a dificuldade dos pais em serem “caretas” e dizerem não?

Não dá pra contemporizar.

Uma pulseirinha é apenas uma pulseirinha, mas esta tem claramente uma conotação sexual.

Se uma mulher adulta usar a tal pulseira, e souber o seu significado ela saberá arcar com as conseqüências,

um adolescente não.

Cabe os pais dizerem claramente que a filha está se oferecendo aos rapazes, e que eles também não devem ceder a este “chamamento” forçado.

Homens não precisam agir deste modo para serem homens,mesmo que as meninas insistam neste estereótipo.

Hoje ser pai, mãe, educador e psicoterapeuta de adolescentes requer leitura de contexto social atual.

Mais do que nunca eles precisam da nossa orientação clara, de nossos “nãos” bem dados, e de nosso tempo e presença.

Se eles estão perdidos devemos agradecer  nossa mania adulta de tudo justificar e dizer:

São coisas de adolescentes, hahaha!

Fonte: http://www.pavandesenvolvimento.com.br

(*) Este texto poderá ser usado em outros veículos

desde que se mantenha a autoria e a forma de divulgação:

http://www.pavandesenvolvimento.com.br

Crianças desaparecidas_ Crimes satânicos

Amados irmãos, apresentamos aqui uma entrevista realizada com Leo Montenegro, autor do livro Crimes Satânicos. O livro, além de denunciar o rapto organizado de pessoas com objetivo serem sacrificadas em rituais de magia negra dentro e fora do Brasil, apresenta casos que vêm acontecendo em todo o mundo. Acompanhe as revelações do autor, que no momento já prepara mais um volume sobre o tema. A entrevista foi realizada pela irmã Wilma Rejane para a UBE.

Ao final do post, saiba como participar da promoção e concorrer a exemplares do livro.

1 – De que forma surgiu a idéia do livro Crimes Satânicos?

Na verdade foi através de uma noticia sobre um desses crimes onde uma mãe sacrificou seu próprio filho de menos de 3 anos em um ritual de magia negra. Essa noticia trazia fotos da cena do crime e confesso que isso me abalou e me fez perguntar de onde vinha maldade tal a ponto de uma mãe matar e esquartejar o corpo do próprio filho.
Então comecei a pesquisar sobre o assunto e descobri que mesmo a mídia não divulgando, esses crimes acontecem a todo o momento e em todo o lugar.

Comecei a encontrar muita coisa, tive acesso a cenas de crimes, fotos e tudo o mais, sempre com apoio de pessoas do mundo todo, incluindo policia, perícia, investigadores, familiares de vítimas, etc.

É terrível saber que em alguns cultos satânicos há mães que geram filhos para que, logo ao nascer, sejam sacrificados nos altares satânicos, e isso passa despercebido, pois essas “mães” não dão a luz em hospitais.

No inicio não tinha idéia de escrever um livro, mas conforme fui descobrindo muitas coisas resolvi compartilhar com as pessoas e aí sim surgiu a idéia do livro.

Na verdade o Crimes Satânicos terá pelo menos mais um livro, que será um segundo volume.

2- De onde veio o apoio para a realização do trabalho?

Conforme pesquisava e colhia depoimentos, muitas pessoas se mostravam interessadas em ajudar com matérias, contatos, traduções (inclusive em russo), e citavam casos.
Tentei contatar parentes de crianças desaparecidas ou vitimas de rituais satânicos, mas foi muito difícil, pois essas pessoas vivem com medo e não sabem em quem confiar devido ao descaso com que foram tratadas pela sociedade e até mesmo autoridades, pois no Brasil a luta por justiça é muitas vezes uma luta silenciosa.

É muito triste a forma com que a causa dos desaparecidos é tratada nesse país.

Como uma pessoa só é declarada desaparecida depois de 48 horas, se é sabido que as crianças raptadas e desaparecidas são mortas muitas vezes em até 24 horas.

Isso poderia mudar se os nossos políticos votassem leis que favorecessem uma pronta resposta das autoridades em caso de desaparecimento, porém sabemos que esses mesmos políticos estão mais preocupados em votar o aumento de seus próprios salários.

3 – Você enfrentou algum tipo de pressão durante o andamento dos trabalhos?

Creio que a maior pressão foi espiritual e o pior momento foi a descoberta de um Vídeo Snuff (que são vídeos de assassinatos reais filmados com o objetivo de comercialização, e descobriu-se a conexão desses vídeos com cultos satânicos e redes de pedofilia).

Esse momento foi o mais difícil, pois tive que assistir dezenas de vídeos com esse tipo de conteúdo inclusive vídeos de rituais de magia negra, e infelizmente a internet está cheia desse tipo de conteúdo. Passei por tudo isso, pois minha intenção era encontrar um Vídeo Snuff real, algo que até aquele momento era considerado “Lenda”.

As cenas que eu vi e ouvi são de extrema maldade e posso dizer sim, que o mundo jaz no maligno.

Nesse momento muitas pessoas estavam orando por mim e isso foi essencial para concretizar o trabalho, pois pensei muitas vezes em desistir e até mesmo tive que parar o processo de pesquisa e investigação do livro, pois estava cansado, tendo crises de choro e não conseguia dormir à noite, pois ao fechar os olhos lá estavam as cenas em minha mente.

Minha esposa foi uma verdadeira mulher de Deus e peça importante para a concretização do trabalho, pois tinha momentos que eu não tinha forças nem para orar, talvez muitas pessoas possam ver isso como uma fraqueza, mas realmente tudo isso foi uma grande luta espiritual e com minhas próprias forças eu não teria chegado ao final. Então sei que foi Deus que me capacitou.

Eu não escolhi escrever esse livro, mas era necessário que essa denúncia viesse à tona.
4 – O que mudou em sua vida após o trabalho de investigação e publicação do livro Crimes Satânicos?

Até o livro ser publicado foi uma grande luta como já falei, porém depois com o apoio da editora Naós e de muita gente que tem apoiado o trabalho eu me senti mais seguro, pois vi que realmente eu não estava sozinho em tudo isso, pude ver que muitas pessoas estão se mobilizando e se perguntando:

“O que está acontecendo? Por que tantas crianças somem no país? O que eu posso fazer para ajudar a causa dos desaparecidos?

Muitas pessoas dizem que sou corajoso em fazer isso, mas a verdade é que Leo Montenegro é uma voz solitária na multidão e apenas um jovem acreditando no que diz 1 João 2-14.

Como Cristão acredito que temos que atender ao chamado de Deus para nossas vidas, e o “Eis-me aqui” é algo nobre nos dias de hoje e eu creio que todos podem ajudar na causa dos Desaparecidos, se você tem um blog, site, Orkut ou qualquer meio você pode se mobilizar divulgando textos, fotos, notícias – e com isso podemos sim salvar vidas e evitar que outras crianças sejam raptadas.

5 – Como você vê as noticias veiculadas recentemente na mídia envolvendo crianças em rituais com agulhas

Esse caso foi uma exceção, pois a mídia nacional acabou divulgando o caso com toda a atenção.

Desde o Caso Evandro de Guaratuba no ano de 1992 que eu não via a mídia dar tanta atenção a um caso envolvendo ritual de magia negra.

Creio que esse caso fez muitas pessoas notarem que essa é uma prática comum e trouxe o assunto à pauta, tanto que quase todos os dias você pode ver novos casos sendo noticiados em toda a mídia.

Esses crimes acontecem com muita freqüência, para você ter idéia em Fortaleza uma série de crimes envolvendo rituais de magia negra estão acontecendo e isso não está sendo divulgado em lugar algum, a verdade é que os crimes continuam e ninguém foi preso até o momento ( Janeiro de 2010).

Na Tanzânia , Borundi e outros paises da África centenas de Albinos estão sendo mortos, esquartejados e seus pedaços estão sendo vendidos para serem usados em rituais de feitiçaria pois existe uma superstição entre os nativos de que feitiços feitos com pedaços de Albinos trazem poderes mágicos.

Como podemos ver isso está acontecendo em todo o mundo, porem pouco se noticia sobre esses casos.

6 – Léo, o que você acha que deveria ser feito para tornar as buscas a pessoas desaparecidas mais eficazes?

O Cadastro Nacional de Desaparecidos seria muito eficaz na busca e catalogação dos desaparecidos no Brasil.

Creio que campanhas do governo seriam de grande valia e até mesmo empresas poderiam colocar em seus rótulos de produtos fotos de crianças desaparecidas como muitas já fazem ou fizeram, parece que esse assunto para a sociedade é coisa do passado, mas os desaparecimentos continuam.

A maior união e integração das policias brasileiras também seria muito bem-vinda.

Mas eu ainda acredito que o maior passo pode ser dado por cada um de nós divulgando e ajudando essa causa, como falei há pouco.

7 – Tem algo, que você descobriu que não foi publicado? Por quê?

Existe muito conteúdo não publicado ainda e teremos um novo livro logo.

Tenho recebido muito apoio de varias pessoas que me escrevem relatando casos, experiências e denunciando crimes.

Tenho pesquisado essas denúncias e posso dizer que tenho em minhas mãos muito conteúdo.

O que posso dizer é que no mínimo eu sei demais e isso é perigoso pois faz de mim um alvo fácil.

Essa é a parte difícil de ser Leo Montenegro rsrs

8 – Que mensagem, você deixaria para as pessoas que estão lendo esta entrevista e que já leram ou pretendem ler o livro?

Leonardo da Vinci disse certa vez: “Aquele que não pune o mal, ordena que ele seja feito”. E eu acredito que até hoje essas crianças tem desaparecido com tanta freqüência no Brasil e no mundo pelo descaso com que esses crimes sempre foram tratados, então devemos denunciar esses crimes para que esses raptores se sintam acuados e assim possam agir com menos liberdade e freqüência.

Sei que não vamos parar os raptos, mas se conseguirmos fazer com que eles diminuam estaremos salvando vidas.

Sobre o livro, eu peço que leiam, mas depois de ler não deixem o livro parado na estante, emprestem para seus amigos da igreja, família, e seus pastores e líderes.

Entendo que o livro é “pesado” e até não aconselho para que algumas pessoas o leiam, mas a mensagem dele não pode ser ignorada e nem ficar parada numa estante.

Obrigado à todos que me escrevem e compartilham suas experiências.

Deus abençoe a todos nós.

OBS: Para contatos com Léo Montenegro escreva para : leomontenegro09@gmail.com

9 – O livro está disponível nas livrarias evangélicas?
Sim. Os interessados podem também contatar a Editora Naós através do site http://www.editoranaos.com.br. E está disponível também em grandes lojas online, como Submarino, Americanas ou 100 % Cristão.

Fonte:http://www.ubeblog.com/