Princípios para uma boa didática

I – METODOLOGIA

Os métodos didáticos são os elementos que o professor utiliza para uma boa aula. Cada professor deve assumir uma forma própria de elaborar suas lições e de dar as suas aulas.

Fatores que levam o professor a desenvolver um bom método didático:

1 – LEVAR EM CONTA A IDADE DA CLASSE. O professor não pode assumir um método de ensino que esteja fora da faixa etária da sua classe. Cada fase da vida está relacionada a certas características e são a essas características que o professor deve estar atento para poder alcançar o êxito esperado. É preciso saber direcionar as aulas dentro desse propósito, para isso, o professor necessita conhecer as características que permeiam a idade da classe que ensina.

2 – SER UM BOM PESQUISADOR. É impossível desenvolver uma boa didática se o professor não tem o habito de pesquisar. Não é que a lição não tenha um aparato suficiente para dar uma boa aula, é que ela é muito resumida e requer alguns recursos adicionais.

3 – TER CRÍTICA AUTO-SUGESTIVA. Reconhecer que precisa melhorar, que precisa mudar alguns detalhes em sua maneira de dar aula, é um dos maiores obstáculos que impede que o professor alcance um método disciplinar avançado. O professor precisa ter a capacidade de saber criticar a si mesmo, de reconhecer que precisa de ajuda. Achar que não precisa pesquisar, que não precisa participar de reuniões, que é só abrir a lição e pronto tudo está feito, é um equivoco crucial para o impedimento do crescimento de qualquer professor. O professor deve, acima de tudo, olhar a cada dia no espelho e perguntar para si mesmo se é o professor que está alcançando os objetivos necessários.

II – LIÇÃO PROGRAMADA Na hora de aplicar a lição da escola bíblica dominical, geralmente, o professor encontra alguns empecilhos que requerem de si um certo malabarismo. A lição programada, feita em casa, ajuda a eliminar esses empecilhos, isso porque o professor cria um programa com começo, meio e fim. A lição programada é o controle que o professor tem sobre sua lição, a capacidade de assimilar e associar dentro de qualquer tempo. Uma lição programada é feita com:

1 – OBJETIVOS DEFINIDOS. A falta de objetividade é o momento em que o professor parece não saber o que está fazendo, como se estivesse perdido. O objetivo é quando o professor sai de casa para a classe de aula sabendo exatamente o que vai fazer, e certo dos alvos que vai alcançar.
2 – RASCUNHOS. Muitas vezes a lição não é dada dentro do tempo previsto porque o professor ensina cada ponto da lição em apreço, independentemente, como se cada um fosse um assunto particular.
Antes da aula é preciso que se tenha uma visão panorâmica de toda a lição, então, se faz um rascunho ou esboço com os pontos que definem categoricamente cada tópico.

III – NOÇÃO 1 – O PROFESSOR PRECISA TER NOÇÃO:

A – Do Tempo

Noção de tempo na hora dar a aula é como um pedestre no momento de atravessar a rua, ele olha para a avenida que vai cruzar e que vê que não muito longe vem se aproximando um carro, ele faz um calculo preciso entre a distância e o tempo, ao fazer essa comparação, ele sabe se atravessa ou não. Assim também deve ser na classe de aula, o professor precisa comparar o tamanho da lição e o tempo e, então, procurar o meio certo para efetivar toda a lição.

B – De funcionamento

Noção de funcionamento é a capacidade que o professor tem de analisar a condição de sua classe, encontrar as deficiências e efetuar a cura.

C – Das prováveis questões que geram discussões.

O professor da EBD não é aquele que domina todas as ciências, mas aquele que está apto a responder pelo menos as questões mais embaraçosas. Tome conhecimento das questões mais grotescas em nosso meio e procure as respostas definitivas. O professor deve estar apto a responder questões como: Divórcio (O que é, porque não, o que a Bíblia diz, o que os homens dizem), Homossexualismo (Porque não, o que a Bíblia diz, o que os homens dizem, como vencer, como lidar), Drogas, pais e filhos, questões políticas, questões sociais, conflitos emocionais, entre outras coisas. Se o professor procurar estar esclarecido sobre os temas corriqueiros em nosso meio, nenhuma pergunta o surpreenderá.

IV – AFINIDADE LITERÁRIA

O conhecimento do professor se baseia naquilo que ele lê. Esse conhecimento pode ser limitado, ou pode atingir proporções inesperadas se o professor ousar adquirir as mais variadas informações das melhores fontes possíveis.

A – Literatura:
-Brasileira (Ajuda a desenvolver a interpretação de texto, leitura e escrita).
-Romance policial (Ajuda a desenvolver o argumento e o raciocínio)
– Clássica (Ajuda a conhecer as épocas, entender os pensamentos religiosos e culturais).
B – Filosofia:
-Clássica (Ajuda a compreender as questões da humanidade e as respostas fornecidas pelos filósofos gregos e de épocas).
-Atual (Ajuda o professor a descobrir qual o pensamento moderno e suas soluções mais atuais para os problemas humanos).
C – Periódicos:
-Revistas de informações gerais (Trazem os acontecimentos e fatos que o professor precisa conhecer.
-Revistas de informações específicas: Ciência, religião, curiosidades (Ajudam o professor a conhecer questões interessantes que podem ajudar em suas lições).
-Jornais (Ajuda o professor a estar por dentro da situação política, econômica e social da sociedade).

D – Teologia:
-Livros de teologia clássica (Martinho Lutero, Calvino, Santo Agostinho, entres outros) – Teologias sistemáticas (É importante que o professor tenha em casa livros de teologia sistemática de escritores diferentes)
-Livros devocionais (Ajudam no desenvolvimento da oração, devoção e louvor).
E – Material de pesquisa:
-Enciclopédias (Teologia, cultural e informações gerais)
-Dicionários (Evangélico, católico, latim, grego, hebraico e secular)
– Internet e suas múltiplas opções de aprendizado. Acesse principalmente –
F – Bíblias:
De estudos diversas (Auxiliam o professor com suas notas e estudos).
( Bíblia de Estudos Pentecostal mais completa )

V – ARGUMENTAÇÃO Argumentar é saber colocar as idéias a respeito de um determinado assunto, de maneira que se obtenha êxito naquilo que se está enfatizando. Mas para o professor ter sucesso em seus argumentos, precisa de total conhecimento sobre o assunto que vai defender. O âmago da argumentação é a pergunta e a resposta, por isso, para desenvolver a argumentação nada melhor do que perguntar e em seguida responder ao tema da lição.

VI – PSICOLOGIA DIDÁTICA

1 – PSICOLOGIA APLICADA A SI MESMO – O TEMPERAMENTO DO PROFESSOR.

A – Manter o equilíbrio quando a opinião de alguém discorda do que está sendo ensinado.

B – Estar apto a responder a qualquer questão e não criar subterfúgios, não dar qualquer resposta por pura pressão.

C – Ser sincero com os seus alunos, se não consegue responder a alguma pergunta, tente pelo menos reconhecer isso e procure melhorar sua condição de professor pedindo para numa próxima oportunidade dar sua resposta, a fim de evitar eventuais situações desconcertantes.

2 – PSICOLOGIA APLICADA À CLASSE DA EBD.

A – Saber passar lições de vida em cada lição. O professor precisa orientar bem os seus alunos a esse respeito. Na classe dos adolescentes, eles precisam extrair lições de vida, descobrir do professor orientações que os ajude a vencer certas perturbações. Dessa forma, o professor da classe dos casais precisa saber empregar lições de vida para os seus alunos: o valor da família, moralidade, e assim por diante. O professor de cada tipo de classe na escola precisa saber direcionar sua lição para aplicações de vida pessoal de cada um.

B – Saber passar lições espirituais. É necessário que o aluno não só conheça as histórias bíblicas na aula, mas que o aproveitamento seja realmente prático. O objetivo da escola bíblica dominical é exatamente este: crescimento espiritual. Um aluno nunca pode voltar para casa insatisfeito com as respostas dadas pelo professor, pelo contrário, em cada aula, o aluno deve se sentir satisfeito por confiar na palavra do professor, pois está certo de que ele tem noção do que está falando.

VII – CRIATIVIDADE

Ser criativo significa ter idéias e projetos audaciosos. Se o professor não é tão criativo ele pode recorrer a outros professores e compartilhar de suas idéias. Ser criativa envolve:

1 – ATUALIZAR A CLASSE COM INFORMAÇÕES DO MEIO EVANGÉLICO E SECULAR. Para que isso aconteça, o professor deve estar a par dos acontecimentos nacionais e internacionais. É importante que a lição não se detenha apenas ao seu conteúdo, mas atinja, através do professor uma dimensão bem pessoal da vida do aluno. (Jornal de TV é um resumo bem interessante de notícias atuais)

2 – LEVAR O ALUNO A PARTICIPAR ATIVAMENTE DAS AULAS.

O grande problema de certos professores é que somente ele se acha responsável pela aula, mas se mudar de idéia e começar a perceber que deve interagir com o aluno nas aulas, aí o resultado será óbvio, o sucesso! A maneira de se eliminar conversas paralelas e dúvidas na classe é ganhar a confiança do aluno, ele precisa respeitar o professor, mas, também precisa ter liberdade para participar.

3 – CRIAR DINÂMICAS.

Hoje em dia está muito fácil de se criar dinâmicas na classe de aula, o professor só precisa ter humildade para buscar recursos externos como, navegar na internet, pedir idéias a outras pessoas, ou conversar com os alunos.
O certo é que dinâmicas tornam as aulas mais envolventes e além de garantirem a participação do aluno, sempre o mantém satisfeito com a EBD, pois o ensino lhe é fixado na memória e no seu coração.

Fonte: http://sarahqueiroz.multiply.comjournal/item/6

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