Ana e Samuel

Texto bíblico: |I Samuel 1;2.1-11

Objetivo: Ensinar às crianças que Deus sempre responde nossas orações

História:

Ana era uma mulher que amava muito a Deus.Ela era casada com Elcana mas não podia ter filhos por isso era muito triste.Um dia Ana estava no templo e orou pedindo que Deus lhe desse um filho.Ela prometeu que se Deus lhe desse um filho ela o entregaria para o sacerdote que cuidava do templo e assim seu filho também poderia servir ao Senhor.

Deus vendo a sinceridade de Ana lhe deu um menino que ela chamou de Samuel que significa:”Deus ouviu minha oração”.Depois de alguns anos quando Samuel já havia sido desmamado,ela voltou ao templo e entregou Samuel para Eli o sacerdote que cuidava do templo.

Ana confiou em Deus e depois cumpriu sua promessa.E foi assim que depois de alguns anos Samuel se tornou um grande profeta de Deus.

Atividade para colorir

Fonte: Internet
Versículo para memorizar:
“Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as
vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças.” Filipenses 4:6.

Ester

1. Objetivos:

 Ensinar que Deus teve um plano especial para Éster, para salvar o seu povo.

 Ensinar que Deus tem um plano para cada um de nós também.
2. Lição Bíblica: Ester 1 a 9 (Base bíblica para a história e leitura bíblica para o professor)

Versículo para decorar:

Éster 7.3 “Então respondeu a rainha Éster, e disse: se perante ti, ó rei, achei favor, e se bem parece ao rei, dê-se-me por minha petição a minha vida, pólo meu desejo o meu povo”.
Ponto de contato:

Você às vezes pensa em como vai ser ao crescer? Você fica pensando em por que certas coisas acontecem ou se Deus tem um plano para você? Deus ama cada um de nós. Ele cuida de nós e tem um plano especial para cada indivíduo. Nós devemos estar contentes sabendo que embora não saibamos o que Deus quer para nossas vidas, Ele tem um plano para nós.

Uma vez, Deus teve um grande plano para uma moça israelita. Ele preparou-a por muitos anos para este propósito.
História Bíblica:

O rei Assuero estivera reinando sobre o grande reino da Pérsia por exatamente três anos e estava ansiosos para exibir a sua riqueza, o seu poder e a beleza do seu palácio. Por isso ofereceu um grande banquete, convidou os príncipes e nobres que, juntamente com ele, governavam a Pérsia. Este banquete durou 180 dias. O rei Assuero não era um rei sábio. Buscava a sua própria glória. Nisso, no seu orgulho, estava sua falta de sabedoria, não acham? Ele não conhecia Aquele que é muito maior do que qualquer rei ou presidente: Deus, o Criador de todas as coisas.

Depois, por sete dias o rei deu uma festa para todo o povo da cidade de Susã. Mas Vasti, a rainha, não foi vista. E as outras mulheres também não. A rainha estava dando uma festa para as mulheres, em outra parte do palácio. Era um costume daquele tempo.

O povo viu, durante a festa, toda a riqueza e poder do rei. Agora, o rei quis exibir mais um pouquinho. Ordenou a sete servos seus que fossem buscar a rainha Vasti, com a coroa real, e a trouxessem à sua festa. Vasti significa mulher bela e ela era realmente uma mulher muito linda. O rei queria que seus amigos vissem a sua bela esposa.

Todos devem ter ficado ansiosos à espera da entrada da rainha.

Mas, logo depois, os servos voltaram sem a rainha. Vasti estava se recusando a vir! O que iria fazer o rei? Todos tinham de obedecer ao rei.

A Bíblia não diz porque Vasti não veio. Mas Vasti escolheu desobedecer.

O rei Assuero ficou furioso. A Bíblia diz:

 O rei muito se enfureceu, e se inflamou de ira.

Foi o fim da festa. Os convidados devem ter voltado para suas casas calados e envergonhados. Mas, mesmo estando muito zangado, o rei não iria tomar nenhuma atitude antes de consultar os seus sábios.

 De acordo com a lei, o que devemos fazer com a rainha, por sua desobediência? – ele perguntou, aborrecido.

 A rainha Vasti não somente ofendeu ao rei – disse um dos sábios – mas também a todos os príncipes e a todo o povo do seu reino.

Eles pensavam que, agora, todas as mulheres ao ouvirem falar da desobediência de Vasti, iriam desobedecer a seus maridos. Se a rainha podia desobedecer ao marido, elas também poderiam!

Vocês alguma vez, não desobedeceram só porque outra pessoa o fez? Será que algum amiguinho de vocês não desobedeceu ou não fez alguma coisa má porque viu você fazendo o mesmo?

Como seria maravilhoso se nós vivêssemos de um modo que nossos amigos sentissem vontade de também serem obedientes. Mas, não o podemos fazer sozinhos. Deus disse:

 Não há quem faça o bem, não há nem um sequer. (Romanos 3.12b).

Só conseguiremos ser obedientes se deixarmos que o Senhor reine em nossos corações.

Os sábios aconselharam um castigo estranho. Vasti tinha que deixar de ser rainha! Nunca mais poderia entrar na presença do rei. Assim ia ser escrito nas leis da Pérsia. Estas leis não podiam ser mudadas. Tinha de haver uma outra rainha.

 Quando todos ouvirem este decreto – disseram os sábios – todas as esposas honrarão os seus maridos, tanto os importantes e ricos como os humildes. Cavaleiros foram enviados a todas as partes do reino com a notícia.

Não sabemos mais nada sobre Vasti.

Depois de algum tempo o rei se acalmou. Lembrou-se se Vasti. Talvez se arrependesse de ter ficado tão zangado com ela. Seus servos decidiram que já era tempo de começarem a procurar uma nova tainha. Estudaram um plano.

 Vamos trazer ao palácio todas as moças bonitas de todo o reino. Deixaremos que o rei escolha aquela que mais lhe agradar. Essa será rainha no lugar de Vasti.

O plano agradou ao rei. Enviou oficiais a todo o reino à procura de moças bonitas. As moças foram levadas a uma casa especial, onde foram bem tratadas pelos servos do rei.

Entre todas aquelas moças havia uma que era diferente. Era muito linda. Mas, além disso, era também bondosa e educada. Logo se tornou a predileta de toda a gente.

O servo do rei deu-lhe o melhor lugar na casa das mulheres e sete criadas para servi-la. Sabem quem era esta moça? Era Ester!

Uma a uma as moças foram levadas a presença do rei. Tinham o direito de tomar para si tudo aquilo que desejassem entre as coisas que elas julgassem capazes de torna-las mais atraentes. São capazes de imagina-las escolhendo aquelas lindas roupas e jóias? Gastavam muito tempo se pintando e arrumando o cabelo. Até parece um concurso de beleza, não acham?

Todos os dias, Mordecai, o primo de Ester, passava pelo portão da casa das mulheres para saber como ia a sua prima, pois ele criara a Hadassa, que é Ester filha de seu tio, a qual não tinha pai nem mãe. Ester desde criança morava com Mordecai.

Ela não podia sair para vê-lo, nem ele podia entrar para vê-la. Era uma das leis da corte.

Tenho certeza que Mordecai conhecia alguns dos criados que trabalhavam nesta casa e podia obter deles as informações que quisesse. Mas havia uma coisa que preocupava Mordecai. Ele e Ester tinham um segredo. Não se atrevia a perguntar se aquele segredo já fora descoberto, pois, se assim o fizesse, ele mesmo o estaria revelando.

Mordecai pedira a Ester que não contasse a ninguém que ela era judia. Ela lhe obedeceu, como sempre o fizera. Ainda que não entendesse porque, ela sabia que, tendo Mordecai lhe ordenado assim, o segredo devia ser importante.

Mas se alguém no palácio a reconhecer, o segredo onde ficará? Veremos o que aconteceu.

Levou tempo para as moças se aprontarem para ir a presença do rei. Mas finalmente, chegou a vez de Ester. Foi o servo que orientou Ester sobre o que ela deveria vestir. Ela era mesmo muito linda, mas grande parte da sua beleza era reflexo de seu bondoso coração. Se tivesse usado muitas jóias, pinturas exageradas e roupas extravagantes, teria prejudicado a sua beleza. Novamente ela foi obediente à orientação até de um servo.

Ela foi à presença do rei, vestida com toda a simplicidade. E o rei Assuero, rei do maior de todos os reinos do mundo daquele tempo, escolheu Ester! Colocou a coroa real sobre a sua cabeça e fê-la rainha. E assim Ester, uma órfã judia, se tornou rainha do maior reino daquele tempo.

É possível que Mordecai soubesse de muitas coisas ali no portão do rei. E, um dia, descobriu um coisa muito má. Dois dos porteiros do rei estavam tramando contra o rei. Não sei o que o rei Assuero tinha feito, mas eles estavam muito zangados. É claro que um rei capaz de perder a calma a ponto de fazer bobagens devia ter muitos inimigos. E, se os próprios guardas se levantassem contra ele, em que perigo estaria!

Mordecai sabia que tinha que fazer alguma coisa para impedir a conspiração. Rapidamente mandou um recado a Ester e ela levou a notícia ao rei. Ela não se esqueceu de mencionar o nome de Mordecai. Foi feita uma cuidadosa investigação e foram achados os culpados. Os dois foram enforcados.

Depois tudo foi cuidadosamente registrado no livro do rei. O nome de Mordecai também foi registrado. O rei não percebeu o nome de Mordecai, pois não lhe deu nenhuma recompensa, como os reis costumavam fazer com aqueles que lhes prestam algum favor especial.

Passado algum tempo, o rei Assuero decidiu promover um dos seus homens. O nome desse homem era Hamã. Era um dos príncipes que governavam no grande reino da Pérsia. Assuero o tornou o mais importante de todos os príncipes do reino. Depois, o rei ordenou que todos os seus servos se inclinassem e se prostrassem diante de Hamã!

Quando Hamã passava, todo orgulhosos, pelo portão do palácio, todos os servos do rei se prostravam na terra. Como Hamã deve ter gostado de ver todos se prostrando diante dele. Mas havia um que não se prostrava diante de Hamã. São capazes de adivinhar quem era? Isso mesmo. Mordecai.

Quando viram que ele não se prostrava diante de Hamã, os outros servos perguntaram a Mordecai:

 Por que você desobedeceu ao decreto do rei?

Dia após dia, eles insistiam com Mordecai para se prostrar diante de Hamã. Mas ele se recusava e os outros servos ficaram curiosos para saber a razão por que ele não se ajoelhava, até que Mordecai lhes contou que era judeu.

Como continuasse se recusando a se prostrar diante de Hamã, os demais servos foram denunciá-lo. Não teria sido melhor ter-se inclinado apenas um pouquinho, em vez de enfrentar a ira do perverso Hamã e do rei?

Não, Mordecai não podia adorar Hamã. Hamã era apenas um homem. E a palavra de Deus diz:

 Vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do Senhor que nos criou (Salmo 95.6).

Todos devem ter esperado ansiosamente para ver o que Hamã ia fazer. Iria jogar Mordecai na cadeia? Iria mandar mata-lo? Mas do coração de Hamã saiu um plano muito pior (Vocês sabem, que é do coração que sai toda a maldade). Ficou tão zangado que achou pouco castigar um só homem. Resolveu matar todos os judeus.

Hamã correu a falar com todos os seus conselheiros. A Bíblia diz que o primeiro mês lançaram sortes para descobrir o dia melhor. Não sabemos o que eles usavam para “tirar a sorte”. Talvez pedacinhos de papel. Mas, desse modo tão tolo, decidiram o dia para executar o perverso plano, que seria o décimo terceiro dia do décimo segundo mês, onze meses mais tarde.

Hamã foi falar com o rei sobre o seu plano perverso.

 Ó rei Assuero, por todo o nosso reino está espalhado um povo cujas leis são diferentes de todas as outras nações. Essa gente não obedece às leis do rei. É claro que Sua Majestade não deveria deixa-los viver. Eles não fazem o bem. Agora, pois, se Vossa Majestade quiser, façamos um decreto para destruí-los e eu lhe pagarei dez mil talentos de prata.

Nós esperaríamos que o rei dissesse algo assim:

 Sente-se, Hamã. Vamos conversar. Quem é essa gente e de onde vem? Quantos são? Que coisas más os andam fazendo e por que precisam morrer?

Mas o rei não fez perguntas. Somente tirou o seu anel e o deu a Hamã. Era um anel muito especial, era um anel usado pelos reis. Querem saber porque era tão especial? O rei assinava o seu nome com esse anel. Para fazê-lo, um servo pingava um pouco de cera sobre a carta. Depois, o rei colocava o seu anel na cera. Logo que a cera endureceria, o rei retirava o anel e o seu nome, ou selo, lá ficava. Era coisa parecida com um carimbo. Tudo o que o rei assinava tornava-se uma lei. E, agora, o perverso Hamã estava usando esse anel e tinha a autoridade para assinara o que quisesse.

O rei disse a Hamã:

 O povo é seu; faça o que quiser. O dinheiro também é seu.

Como Hamã deve ter ficado entusiasmado. Os odiados judeus seriam dele. Mordecai deixaria de permanecer no portão do rei. Hamã sentiu-se feliz. Mas ninguém é verdadeiramente feliz quando luta contra Deus.

Os secretários do rei foram chamados. Sob as ordens de Hamã foi escrita uma lei e selada com o anel do rei que se achava em poder de Hamã. A lei dizia que no décimo terceiro dia do décimo segundo me, todos os judeus de toda a Pérsia seriam mortos, inclusive os velhos, as mulheres e as crianças.

Hamã e o rei não pensaram no que estavam fazendo. Eles não sabiam que a rainha Ester era um desses tão odiados judeus. Não sabiam, também, que os judeus eram o povo escolhido de Deus e que através dele Deus iria mandar o Salvador.

Novamente, cavalheiros foram enviados a todo o reino. Desta vez não foi para uma coisa tão agradável como a de escolher uma rainha entre as mais belas jovens da terra. Desta vez levavam uma terrível mensagem, uma mensagem de morte!

Ordenou-se aos cavaleiros que se apressassem. Levariam muitos dias para chegar a certos lugares, pois o reino se estendia da Índia à Etiópia. Era o maiôs de todos os reinos da terra. Os persas tinham também, os melhores meios de enviar notícias.

A terrível mensagem bem depressa se espalhou por Susã, a capital do reino. Todo o mundo se entristeceu e se preocupou com coisa tão horrível. Como você se sentiria se recebesse uma mensagem que, num certo dia, você e sua família teriam de morrer?

E, depois que essa notícia terrível foi espalhada, o que Hamã e o rei fizeram? Assentaram-se para beber e se divertir.

Quando Mordecai ouviu falar do perverso plano de Hamã, rasgou suas roupas e cobriu-se de saco e cinzas. Nos tempos bíblicos, as pessoas faziam assim para mostrar sua grande tristeza. Mordecai chorou, em voz alta enquanto atravessava a cidade. Sua tristeza era imensa. Todo o seu povo iria morrer. Ester, a linda rainha, também teria de morrer, pois o decreto dizia todos os judeus.

Parece que Mordecai estava em sérios apuros, não é mesmo? Parece que teria sido melhor se Mordecai tivesse se prostrado diante de Hamã. Mas, não. Pois Deus disse:

 Vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do Senhor que nos criou.

A rainha Ester ainda não sabia de nada. Mas, algumas de sua criadas trouxeram-lhe a estranha notícia.

 Rainha Ester, aconteceu algo aos judeus, pois eles estão muito perturbados. Estão amedrontados, também. Estão vestidos de pano de sacos e assentados em cinzas. E Mordecai está em pé na rua do lado de fora do portão do palácio, todo vestido de pano de saco.

As criadas de Ester deviam ter se admirado ao ver a rainha tão nervosa com a notícia. Ela, também, ficou triste e amedrontada. Ester sabia que algo terrível devia ter acontecido para que Mordecai e o povo estivessem agindo assim.

 O que será? – ela ficou imaginando – Será que alguém morreu? Preciso descobrir já.

Como ele quis poder sair correndo a rua para falar com Mordecai. Mas é claro que as leis persas não lhe permitiam faze-lo. Mordecai, não podia ir ter com Ester e falar-lhe.

Ester quis fazer algo para ajudar a Mordecai. Ela queria que ele soubesse que o fato dele estar triste, fazia-a triste também. Lembrem-se de que ela foi uma órfãzinha criada na casa de Mordecai. Agora, ela era a rainha do maior reino do mundo daquele tempo. Entretanto, queria ajudar ao seu velho primo. Ela nos faz pensar em Deus que nos ama e que quer nos ajudar e nos fazer felizes!

Rapidamente, Ester arranjou boas roupas e mandou-as por um servo a Mordecai.

 Diga-lhe que as vista – ela disse – e que tire a roupa de saco.

O servo correu ao portão, mas não encontrou Mordecai no seu lugar costumeiro. Vestido como estava de pano de saco não podia servir ao rei junto ao portão. Havia uma lei que proibia que pessoas vestidas de pano de saco entrassem pelo portão do rei. E quando o servo o achou e tentou entregar as roupas a Mordecai, este não as aceitou. O servo, então, voltou para a rainha Ester.

 Oh, por que você trouxe as roupas de volta? – Ester perguntou.

 Mordecai não as aceitou. Ele vai continuar usando aquele pano de saco velho – respondeu o servo.

 Preciso descobrir porque Mordecai está tão triste – disse a rainha preocupada – Disseram-me que ele está usando pano de saco. Vai perguntar-lhe o que aconteceu e, depois, vem me contar o mais depressa possível!

Hatá e os outros do palácio sabiam que Mordecai era um amigo especial da rainha. Mas ninguém sabia que eles eram primos e que Ester que judia.

 Mordecai – disse Hatá, quase sem fôlego por causa da pressa – a rainha quer saber qual é o problema e porque você está vestido assim.

Será que Mordecai sorriu? Sabem de uma coisa? Mordecai tinha um plano! Ele não ia desistir só porque as coisas pareciam ir de mal a pior. Ele tinha jejuado a estava vestido de pano de saco. Estava arrependido dos seus pecados e entristecido pelos pecados do seu povo. Tinha grande tristeza.

Talvez, enquanto Mordecai estava esperando ali no meio da rua, estivesse falando a Deus. Como era bom saber que Deus ouvia. Podia Lhe pedir ajuda e esperar a ajuda dEle. Talvez ele se lembrasse das promessas que Deus tinha feito, tais como a que se encontra no Salmo 50.15:

 Invoca-me no dia da angustia e eu te livrarei, e tu me glorificarás.

E, nesse caso, ao falar com Hatá, devia ter sentido que Deus já estava respondendo as suas orações.

 Hatá, você deve contar tudo a rainha – respondeu Mordecai – Eu me recusei a adorar e me prostrar diante de Hamã. Ele se zangou e ordenou que todos os judeus fossem mortos. Hamã prometeu ao rei dez mil talentos de prata em troca das vidas dos judeus. Tome! Leve isto à rainha Ester.

E Mordecai deu ao servo uma cópia da ordem de Hamã.

 Hatá, você deve dizer a rainha Ester que vá ao rei e lhe rogue pelo nosso povo. Você deve faze-la entender que isto é muito importante!

Hatá voltou correndo ao palácio, onde a rainha Ester o esperava ansiosa.

 Rainha Ester – começou ele a falar apressadamente – são terríveis as notícias para Mordecai e os judeus! Eles vão morrer no décimo terceiro dia de … veja, leia isto. Mordecai mandou-lhe.

Hatá deve ter ficado surpreso ao ver como Ester ficou triste. Por que se preocupava tanto com Mordecai e os judeus?

 Oh, não! – exclamou a rainha assustada – Hatá, volte já e diga a Mordecai que não se esqueça da lei dos persas. Todos os servos do palácio e todo o povo do reino sabem que ninguém, homem ou mulher, pode entrar nos aposentos do rei sem ser chamado. Eu serei morta! Só vive a pessoa para a qual o rei estender o seu cetro de ouro.

Um cetro é uma espécie de bastão ou bengala do rei. Mostra que ele tem poder para reinar e mandar.

 Essa é a lei – disse Ester – Hatá, diga-o a Mordecai. Eu não tenho sido convidada pelo rei há trinta dias.

Ester pensava que Mordecai entenderia e certamente não iria lhe pedir que fizesse coisa tão perigosa. Hatá voltou a falar a Mordecai

 A rainha Ester diz que seria muito perigoso ir falar ao rei. Há uma lei e o cetro de ouro. O que aconteceria se ele não estendesse para ela? Ela teria de morrer. E, Mordecai, a rainha quer que você saiba que ela não tem sido chamada pelo rei há trinta dias. Ela não tem visto o rei. É claro que ela não se atreveria a se aproximar dos seus aposentos.

Mordecai já sabia do perigo, mas ele sabia que milhares de judeus estavam enfrentando um perigo ainda maior.

 Hatá – ele disse com firmeza – você tem de levar uma mensagem a Ester É o seguinte: “Ester, não pense que sendo rainha e vivendo no palácio, você escapará quando todos os judeus forem mortos. Os judeus serão libertados de outra maneira, mas você e a casa de seu pai serão destruídos” – por isso, Mordecai continuou falando – “Ester, você morrerá juntamente com o nosso povo. Quem sabe se você se tornou rainha e vive no palácio justamente para ser usada na salvação do nosso povo num momento destes?

Hatá, voltando ao palácio, contou tudo a Ester. Ela ouviu em silêncio, mas como o seu coração deve ter palpitado! Assim como o coração de vocês bate quando estão com medo. Hatá esperou em silêncio enquanto Ester decidia o que iria fazer.

 Será que Mordecai quer mesmo que eu faça uma coisa tão perigosa? – ela pensava – Aqui no palácio estou segura. Mas Mordecai diz que não; e ele também está em grande perigo. E todo o nosso povo!

Talvez Ester se lembrasse da promessa de Deus:

 Invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás.

De qualquer maneira, Ester preferiu obedecer. E mandou a Mordecai uma mensagem maravilhosa:

 Vá, reúna todos os judeus de Susã e jejuem por mim. Não comam, nem bebam durante três dias, dia e noite. Eu e minha servas também jejuaremos. Depois irei falar com o rei, mesmo sendo contra lei. E se tenho de morrer, morrerei.

Mal Hatá terminou de transmitir a mensagem de Ester, Mordecai desceu correndo a rua em sua feia roupagem de pano de saco. Devia estar todo sorridente e com o coração cheio de felicidade, quando começou a transmitir as boas novas ao sei povo.

 Temos de jejuar por três dias e três noites em favor da nossa rainha. Depois ela irá falar com o rei, rogando-lhe que poupe nossas vidas – ele sabia que os judeus o fariam, pois estavam em grande perigo.

Ester não podia sair do palácio para jejuar e orar com os demais, por isso reuniu todas as suas criadas. Depois dos três dias e três noites de jejum, chegara o momento de Ester ir falar com o rei Assuero, rogando-lhe que salvasse a vida do seu povo.

Imagino que os príncipes e os servos devem ter ficado assombrados vendo que a rainha ia a direção aos aposentos do rei:

 É a rainha Ester? – cochichavam uns para os outros – É ela mesmo! Mas o que será que ela vai fazer? Ela deve saber o perigo que corre. Tenho a certeza de que o rei não mandou chamá-la. O que será que vai acontecer?

Todos olhavam para Ester, quando ela estava se aproximando do lugar de onde seria avistada pelo rei. Será que o rei ia estender o seu cetro de ouro, ou será que ela iria morrer como se fosse um inimigo?

De repente, o rei avistou a rainha, que estava em pé no meio da corte, toda vestida de roupas reais. Esperançosamente ela aguardava. Não podia mais voltar atrás. A mão do rei se mexeu, levantou o cetro e estendeu-o para ela! O rei se alegrava em vê-la! Ester se aproximou e tocou na ponta do cetro.

 O que você deseja, rainha Ester? – perguntou o rei – Eu lhe darei qualquer coisa. Até mesmo se você pedir a metade do meu reino eu lhe darei.

 Se Vossa Majestade assim o desejar – disse Ester – eu gostaria de oferecer um banquete para o rei e Hamã.

Um banquete?! Será que era isso que Ester queria? O rei devia ter ficado muito surpreso, pois Ester tinha arriscado a sua vida, vindo até ali, apenas para convida-lo para um banquete. Mas, imediatamente, o rei disse a um servo:

 Diga a Hamã que se apresse a fazer o que Ester pediu.

E, assim, o rei e Hamã foram ao banquete que Ester lhes preparara.

 Que príncipe felizardo eu sou – pensou Hamã, cheio de vaidade, enquanto se assentava na sala do banquete.

O rei devia ter percebido que a rainha Ester estava preocupada com alguma coisa.

 Isto não é tudo o que ela está querendo – devia ter pensado – Pois ela arriscou a vida para vir falar comigo, e ela não o faria por um banquete qualquer.

 Rainha Ester – disse ele finalmente – o que você realmente quer? Peça qualquer coisa, até mesmo metade do meu reino e eu lhe darei.

 Se Vossa Majestade assim quiser – ela disse – eu gostaria de lhe oferecer mais um banquete amanhã. E, então, direi o que quero.

O rei dever ter ficado perturbado, pensando qual seria o problema de sua rainha, mas teria que esperar até o dia seguinte para saber.

Hamã atravessava os corredores do palácio. Deixou o banquete da rainha mais orgulhoso e mais cheio de si do que antes. Mal aquentava até chegar em casa para contar a sua esposa e a seus amigos sobre a honra que tivera. Avistou, então, a Mordecai no portão do palácio e toda a felicidade que sentia se escoou do seu coração.

 Será que esse maldito judeu não se prostra mesmo diante de mim, Hamã, o grande príncipe? Será que ele não entendeu que eu posso arrancar a minha espada e mata-lo agora mesmo? Mas não, vou deixa-lo morrer juntamente com os demais judeus. Posso esperar.

E com um olhar de ódio para Mordecai, ele se foi.

Ao chegar em casa, Hamã mandou chamar Zeres, sua esposa e seus amigos. Por alguns momentos esqueceu-se de Mordecai, para se vangloriar de todas as suas grandes riquezas. Falou de seus muitos filhos, lembrou-se das honras que o rei lhe tinha concedido, fazendo-o maior dentro os príncipes. Mas Hamã deixou o melhor para o fim:

 Além de tudo isso, hoje, a rainha Ester convidou a mim somente para, juntamente com o rei, comparecer ao banquete que ela nos preparou. E amanhã, estou convidado para um novo banquete da rainha.

Por um momento, ele se deliciou com a supressa da família. Então, de repente, falou zangado:

 Mas nada disse me faz feliz, enquanto eu vir Mordecai, o judeu, diante do portão do rei.

Zeres, a esposa de Hamã, era tão má quanto seu marido, pois ela o aconselhou a fazer uma coisa terrível.

 Faça uma forca de 25 metros de altura e peça, amanhã, permissão ao rei para enforcar a Mordecai nela. Depois, vá feliz ao banquete do rei e Ada rainha.

Todos os amigos de Hamã concordaram com aquilo.

A noite lhe pareceu tão longa que o rei, finalmente, pediu a um dos seus servos que lhe trouxe seus livros de registros. Tudo o que o rei fazia era escrito naqueles livros e eram uma espécie de história. O rei pediu ao servo que lhe lesse. O servo do rei começou a ler e, dali a pouco, chegou ao ponto onde se falava de Mordecai. Era sobre o caso daqueles dois homens que estavam planejando matar o rei e que Mordecai denunciara. Os dois homens tinha sido enforcados.

 Diga-me – exclamou o rei – que recompensa se deu a Mordecai?

 Nada foi feito por ele – respondeu o servo.

Como, nada? Aquilo não podia acontecer numa corte persa. Era uma vergonha para o rei. Ele costumava dar recompensa em dinheiro, jóias, terras, sempre quando alguém lhe prestava um favor e especialmente se lhe salvava a vida.

O rei decidiu que precisava fazer alguma coisa por Mordecai imediatamente, pois já tinha se passado cinco anos desde que Mordecai lhe prestara aquele favor. Não que Mordecai tivesse se queixado. Ele tinha voltado humildemente ao seu lugar junto ao portão, servindo ao rei tão fielmente como sempre o fizera. Justamente naquele momento o rei ouviu passos.

 Quem está ai? – ele perguntou.

 É Hamã – respondeu o servo.

Hamã tinha chegado cedo, antes mesmo que o rei estivesse pronto para deixar o seu quarto.

 Chamem a Hamã – disse o rei.

Estava precisando de Hamã para ajuda-lo no seu plano.

 Hamã – disse o rei – o que se deveria fazer a um homem a quem o rei quer honrar, ou recompensar?

 Ah – pensou Hamã, todo orgulhoso – quem neste reino desejaria o rei honrar mais do que a mim? – pensou ele – Agora receberia ainda maiores honras e poderia se vangloriar ainda mais diante de sua família amigos naquela noite.

Hamã esqueceu-se de Mordecai e da forca. Pensou apenas em si mesmo. E disse:

 Manda vestir o homem que o rei quer honrar (recompensar) com vestes reais, põe-lhe na cabeça uma coroa e dá-lhe o cavalo real a montar. E que estas coisas lhe sejam entregues pelo mais nobre príncipes do rei. Que este o vista e o conduza pelas ruas da cidade.

Talvez Hamã tivesse parado um pouquinho para se imaginar usando as roupas e a coroa do rei, cavalgando o mais lindo cavalo do reino. Ele queria ter a certeza de que todos o veriam, por isso acrescentou:

 E esse príncipe deverá gritar: “Assim se faz ao homem a quem o rei deseja honrar!”

 Depressa, Hamã – disse o rei – tome as roupas, a coroas e o cavalo e faça todas essas coisas a Mordecai, o judeu, que está no portão real.

Mordecai! O rei tinha dito Mordecai! Hamã não podia acreditar! Devia ter empalidecido. Teria de fazer tudo isso a Mordecai, seu inimigo? Sim. Sabia que teria de fazer, pois a palavra do rei era lei. E ele teria de obedecer.

Hamã vestiu Mordecai com as vestes reais e colocou-lhe na cabeça a coroa do rei. Segurou o cavalo real, enquanto Mordecai subia nele. Depois, conduziu-o pelas ruas da cidade. Hamã tinha que ir gritando: “Assim se faz ao homem a quem o rei deseja honrar. Assim se faz ao homem a que o rei deseja honrar!”

Depois desta cavalgada estranha, Mordecai retornou humildemente ao seu lugar junto ao portão real para continuar no seu trabalho diário.

Hamã abaixou a cabeça envergonhado e correu para casa. Já não havia nada do que se vangloriar. Tristemente contou a Zeres e aos seus amigos o que lhe tenha acontecido. Zeres e seus sábios conselheiros nada tinham a lhe dizer que o confortasse. Que palavras horríveis lhe disseram:

 Se Mordecai é judeu, você não terá nenhum poder contra ele. Em vez disso, quando você encontra-lo, será derrotado.

Logo que Hamã chegou ao palácio, foi com o rei ao banquete de Ester. Que festa estranha foi aquela. O rei Assuero se sentia feliz e desejoso de dar a Ester metade do seu reino, se ela assim o desejasse. Hamã, o príncipe, antes tão popular, estava muito, muito infeliz. A rainha Ester estava ansiosa, pensando sobre Mordecai e o seu povo, os judeus, e imaginando se teria de morrer com eles no décimo terceiro dia do décimo segundo mês. Neste banquete ela teria de falar ao rei sobre esse assunto. Ela prometera.

O rei falou:

 O que é que tu desejas, rainha Este? O que me pedes? Ser-te-á dado mesmo que seja metade do meu reino.

O rei aguardava a resposta de Ester. Iria ela pedir jóias, dinheiro, terras ou grandes honras? As pessoas costumavam pedir tais coisas.

O coração de Ester devia ester batendo muito forte, mas ela sabia que tinha chegado a hora de falar:

 Se achar favor diante de ti, ó rei, e se tu assim o quiseres, poupa a minha vida e a vida de meu povo.

O quê!? A vida da rainha está em perigo? Como seria isto possível? O rei mal podia acreditar no que estava ouvindo! Lembrem-se de que o rei Assuero não sabia que Hamã queria destruir os judeus. E, é claro, não sabia também que a rainha Ester era judia. Não sabia que os judeus eram o povo escolhido de Deus.

Ester continuou:

 Fomos vendidos, eu e o meu povo, para sermos destruídos, mortos, varridos. Se tivéssemos sido vendidos como escravos, eu ficaria quieta.

 Quem é essa pessoa e onde está esse alguém que se atreveu a pensar numa coisas dessas? – exclamou o rei.

Corajosamente, Ester apontou para Hamã;

 Este perverso Hamã é o nosso inimigo que deseja que eu e meu povo sejamos destruídos.

O rei ficou tão zangado com Hamã que se levantou da mesa do banquete eu correu ao jardim do palácio. Hamã, porém, ficou para rogar a Ester que poupasse a sua vida. Enquanto lhe rogava, caiu aos seus pés sobre o divã da rainha. Sabia que de nada adiantaria agora falar com o rei enfurecido. Dele jamais obteria favores. Justamente nessa hora, o rei voltou à sala do banquete e viu Hamã com a rainha.

Gritou irado com Hamã. Imediatamente os servos do rei cobriram o rosto daquele sujeito perverso. Era um sinal de que Hamã estava condenado a morte. Um dos servos do rei sabia da forca que estava armada perto da casa de Hamã. Rapidamente ele falou:

 Perto da casa de Hamã há um forca de 25 metros de altura que Hamã mandou construiu para enforcar a Mordecai, esse Mordecai que uma vez salvou a vida do rei.

 Enforquem-no naquela forca – gritou o rei muito zangado.

E os fortes servos do rei não perderam tempo em obedecer à sua ordem.

Mas todo o povo de Ester, os judeus, ainda estava em perigo! A ordem para destruí-los fora enviado a todas as partes do reino. Além disso, muitos persas estavam ansiosos para matarem os judeus. Com a morte deles, poderiam tomar-lhes as casas, terras e dinheiro.

Por isso, mais uma vez Ester foi falar ao rei. E Mordecai foi com ela. Ela se lançou aos pés do rei e com lágrimas rogou que fizesse alguma coisa a respeito daquela perversa ordem de Hamã. A lei não podia ser mudada. O rei estendeu o seu cetro em direção a Ester. Ester se levantou, ficou em pé diante do rei e disse:

 Se for verdade do rei e lhe parecer bom e se o rei se agradar de mim, proclame uma nova lei que possa derrotar a ordem do perverso Hamã. Como suportaria ver o meu povo destruído?

Ester amava a Deus, e amava a seu povo também. Estivera pronta a arriscar a sua vida pelos seus irmãos. Ester ficou quieta perante o rei, orando no seu coração. Então o rei falou a Ester e a Mordecai, o judeu:

 Escrevei o que quiseres a favor dos judeus e selai-o com o anel do rei, pois aquilo que for assim selado não poderá ser mudado.

Como Ester e Mordecai devem ter se alegrado! Mordecai tinha um plano para salvar a vida dos judeus. Imediatamente mandou vir os secretários do rei (os homens que escrevem as cartas do rei).

Mordecai deu-lhes uma nova ordem para copiar, dizendo-lhes que tirassem muitas e muitas cópias, para serem enviados a muitas cidades e vilas. Cada pessoa teria de ler aquela ordem em sua própria língua. Mais uma vez, os cavalheiros do rei montaram nos seus cavalos, mulas e camelos.

Ester contou ao rei Assuero que Mordecai era seu primo mais velho. Por isso é que Mordecai estava no palácio com Ester. Ela contou também que fora criada por Mordecai, por que sua mãe e seu pai tinham morridos. O rei ficou sabendo que ela era judia, mas ele não se importou com isso.

No dia em que Hamã foi enforcado, o rei deu a Ester todas as propriedades de Hamã. Isto é, sua casa, terras, servos – tudo. E Ester colocou Mordecai como mordomo da casa de Hamã.

O rei também se agradou de Mordecai, pois ouvira boas coisas a respeito dele. Tirou o seu anel especial, aquele que fora usado por Hamã, e o deu a Mordecai. Ë por isso que Mordecai estava no palácio, pronto para ajudar o povo judeu. Na sua cabeça tinha uma grande coroa de ouro e estava todo vestido de azul e branco, com um manto de fino linho e púrpura – as vestes reais do palácio.

Como os judeus da cidade de Susã se regozijaram quando avistaram a Mordecai! Foram os primeiros a ouvir as boas novas mandadas por Ester e Mordecai. Nelas o rei permitia aos judeus de cada cidade que se reunissem e lutassem para defender a sua vida. Já não precisavam mais temer o décimo tercei5ro dia do décimo segundo Mês. Deus estava com eles. Ele respondera suas orações. “Invoca-me, e te responderei; anunciar-te-ei coisas grande e ocultas que não sabes”.

Finalmente, chegou o dia que os judeus tanto temeram, mas agora não tinham mais medo. Creram que Deus tinha ouvido suas orações. Mesmo assim, estavam cuidadosamente preparados para o dia. Sabiam que tinham inimigos. Sabiam eu alguns dentre os persas estavam ansiosos pelo dinheiro e propriedade deles.

Os judeus se reuniram para lutarem com espadas, mas planejaram que não lutariam a não ser que fosse necessário faze-lo em defesa de suas vidas.

Mas “ninguém podia resistir-lhes”, porque o terror que inspiravam caiu sobre todos. Mordecai se tornara tão poderoso no palácio que todos o temiam. E, sabem de uma coisa? Em toda a parte os oficiais do rei ficaram com tanto medo dos judeus que começaram a ajuda-los.

Naquele dia, 75 mil persas tentaram matar os judeus, Mas eles mesmos perderam sua vidas. Os judeus não tomaram as propriedades dos persas, mesmo tendo o rei dito que podiam faze-lo. Só queriam proteger suas vidas e as vidas de suas famílias. Se não tivessem lutado, teriam morrido, pais, mães e crianças. Mas, quando chegou o fim daquele dia, não faltava num um judeu. Imaginem só – nem um!

No dia seguinte, descansaram e festejaram. Por todo o reino, nas vilas e cidades, foi um dia de alegria, festa e comunhão. Em Susã, os judeus descansaram e festejaram, também por mais um dia. E a grandeza de Mordecai se tornou conhecida por todo o reino. O rei o colocou logo abaixo dele em importância e poder.

A rainha Ester e Mordecai anotaram todas essa coisas. E escreveram cartas a todos os judeus do reino, dizendo-lhes que, todos os anos, deveriam festejar o décimo quarto e o décimo quinto dias do décimo segundo mês.

Perguntas:

1. Quem era rei da Pérsia?

2. Por que o rei queria a rainha, Vasti, vir para seu banquete.

3. O que aconteceu à rainha quando recusou aparecer?

4. Quem foi escolhida para ser rainha?

5. Com quem Ester morava?

6. O que Mordecai ouviu no portão do palácio?

7. Quem avisou o rei?

8. Quem recusou ajoelhar-se diante de Hamã?

9. Em vingança, o que Hamã planejou fazer?

10. O que Mordecai fez quando ouviu que os judeus iam ser assassinados?

11. O que Mordecai queria que Ester fizesse?

12. O que Ester pediu o povo fazer?

13. O que Ester pediu o rei fazer?

14. O que os amigos de Hamã queriam que Hamã fizesse?

15. Quem o rei queria honrar? Porque?

16. O que Ester pediu no banquete?

17. O que o rei mandou fazer com Hamã?

18. Por que o decreto para matar os judeus não podem ser revogado?

19. O que o novo decreto disse?

20. O que Ester e Mordecai mandaram os judeus fazerem?

ATIVIDADES
1. Escolhe as palavras certas para preencher os espaços no seguinte parágrafo.
Por causa de decreto de Hamã, todos os ________________ iam morrer. A ________________ , Ester, podia ser a única pessoa capaz de salva-los. Era necessário para o rei estender o ________ de ouro. _____________ foi ao _____________ e convidou o rei e Hamã para um ___________________ . Hamã preparou uma ____________ para acabar com _______________ .

Gravuras: http://sementinhakids.wordpress.com/
Lição: Não me lembrei de copiar o endereço,mas se você sabe a autoria da lição,por favor entre em contato para que eu possa dar os créditos.

A parábola do filho pródigo

Leitura inicial: Lucas 15.1-2 e 11-24 
Parábola: estória que ilustra verdades espirituais.
Pródigo = gastador, esbanjador. 
Debate em classe: (professor, procure estimular o debate, sem apresentar as respostas de imediato ou os versículos relacionados, ensine com o método de instigar a investigação bíblica). 
- Quem estava presente quando Jesus contou esta parábola? (v. 1 e 2)
Nota: publicanos: classe de pecadores – fariseus – grupo religioso judaico que acreditava que só a estrita observância da lei poderia permitir nos aproximar de Deus. Mestres da Lei – interpretavam as Escrituras e resumiam-nas em forma de ensinos e preceitos. 
- Quais as 3 atitudes do filho mais novo?
(1. pediu a herança antes do pai morrer – v. 12
2. Foi para uma região distante – v.13
3. desperdiçou seu dinheiro vivendo irresponsavelmente – v.14) 
- Qual destas 3 atitudes foi a mais errada? Por quê? 
- Porque o filho mais novo pediu sua parte na herança? (para ele, seu pai estava como que morto, ausente de seus sentimentos e convívio – não tinha mais alegria de conviver com seu irmão e pai). 
- O que aconteceu naquela região? (v.14) 
- O que o rapaz fez? (v.15) 
- Qual era sua situação? (v.16) 
- O que aconteceu depois? (v. 17) 
- Qual foi então a decisão dele? (v. 18) 
- Esta decisão estava correta? Por quê?
(Todo o dinheiro e amigos se foram, só restou recorrer ao pai – ele não tinha mais nenhuma alternativa! Ele esperava que o pai o recebesse, pelo menos como um empregado). 
- Qual a confissão deste rapaz? (v.18) 
- O que ele queria agora? (v.19) 
- Qual a atitude do pai ao vê-lo? (v.20) 
- O que o pai decidiu fazer? (vv. 22-24)
EXERCÍCIOS PARA A SEMANA 
1. Verdadeiro ou Falso?
a.(   ) Jesus contava parábolas para complicar o entendimento da Palavra de Deus
b.(   ) Os dois filhos pediram a herança para seu pai
c.(   ) Por causa da fome, o filho mais novo economizou dinheiro
d.(   ) O filho, ao cair em si, percebeu que havia pecado contra o céu e contra seu pai
e.(   ) O pai empregou seu filho e deu-lhe um salário 
2. Leia Lucas 15.25-32 e responda:
a) Onde o filho mais velho estava? _______________________________________
b) Qual foi o sentimento deste filho ao saber que seu irmão voltara? ____________________________________________________________________
c) Por quê o pai decidiu fazer a festa? ____________________________________________________________________________________________________________________________________________
d) Agora, juntamente com seus pais, reflitam e respondam:
O pai estava certo ao festejar a volta de seu filho? Por quê?
____________________________________________________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________________________________________________
3. Complete com as letras que faltam:
a) O que o filho queria – v. 12: __  __  __  __  __  __  __
b) O que ocorreu na região distante – v.14: __  __  __  __
c) Animais que o rapaz teve de cuidar – v.15:  __  __  __  __  __  __
d) Como o filho queria ser tratado ao retornar à sua casa? – v.19: como um
__  __  __  __  __  __  __  __  __
e) O que o pai ordenou trazer ao seu filho – v.22: a melhor __  __  __  __  __, um __ __ __ __ e __  __  __  __  __  __  __  __
Respostas dos exercícios:
1)
a- F (Jesus contava parábolas para facilitar o entendimento da Palavra de Deus)
b- F (apenas o filho mais moço pediu a herança)
c- F (ele não tinha mais dinheiro, foi procurar um emprego)
d- V
e- F (o recebeu como filho e fez uma festa para ele)
2)
a) no campo (v.25)
b) ira (v.28)
c) para celebrar a volta deste filho, porque ele estava perdido e foi achado
d) (resposta do aluno, porém pode ser citado que sim, o pai estava certo, pois recebeu aquele que estava perdido. Sendo seu filho, o amava, e o retorno dele lhe trouxe alegria – Lc 15.32).
3)
a) herança
b) fome
c) porcos
d) empregado
e) roupa, anel e calçados
____________________________________________________________________
Os visuais para essa lição se encontra Aqui

Rute

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Objetivos:

* Ensinar que Rute era fiel a Noemi e que nós devemos ser fieis a Deus, nossos pais, nossos amigos e aos outros.

Lição Bíblica: Rute 1 a 4 (Base bíblica para a história o professor)

Versículo para decorar:

Rute 1.16“Disse, porém, Rute: Não me instes para que te deixe, e me abrigue a não seguir-te; porque aonde quer que fores, irei, e onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus”.

Atividades:

1) Pode-se usar o flanelógrafo para contar a história

2) Memorizar o versículo

3) Jogo com perguntas

4) Atividades da página 4.

Ponto de contato:

Quando alguém é fiel, ele dá honra a uma outra pessoa por meio de ajudar e mostrar bondade embora outros abandonem-no. O mundo seria um lugar melhor se todo o mundo mostrasse mais bondade e amor.

Hoje, vamos aprender sobre uma mulher que era fiel para com a sua família e para com Deus.

História Bíblica:

Durante os tempos dos juízes (Jefté, Gideão, Débora, Sansão, etc.) houve, na terra de Israel um longo período de fome. Por causa disso, uma família israelita, que morava em Belém, mudou-se para Moabe. Esta família fiel a Deus compunha do pai, Elimaleque, da mãe, Noemi, e dos dois filhos, Malom e Quiliom.

Em Moabe Elimeleque morreu e, seus dois filhos se casaram com moças moabitas, Órfã e Rute. Depois de dez anos, os dois rapazes morreram também, deixando todas as mulheres viúvas.

Então, Noemi soube que já havia pão em Israel. Por isso, resolveu voltar para sua terra. As duas noras, amando muito a Noemi. Resolveram acompanha-la de volta a Belém, apesar esta ser, para elas, uma terra estrangeira. Mas Noemi parou no caminho e lhes implorou que permanecessem em Moabe, com suas famílias, sua cultura e seu deus, temendo as grandes dificuldades que elas, jovens viúvas, encontrariam.

Órfã chorou, abraçou sua sogra e voltou para casa. Mas, Rute insistiu em continuar com Noemi, dizendo:

- Não insista, pois eu nunca a deixarei. Onde você morar, eu morarei. Seu povo será meu povo e seu Deus, meu Deus. Onde você morrer, lá também morrerei. Apenas a morte nos separará!

Imagine a coragem e o amor desta moça moabita! Noemi viu o quanto Rute a amava. Juntas, elas andavam quilômetro após quilômetro.

A cidade toda se comoveu com a chegada dessas mulheres, perguntando se aquela velha era, na verdade, Noemi. Mas ela, entristecida com seu sofrimento, respondeu:

- Não mais me chamem de Noemi (que significa agradável), mas Mara (que significa amargurada)!

E agora, o que estas pobres viúvas fariam para se sustentarem? A lei de Moisés ordenava que israelitas doassem as espigas de trigo e outros cereais caídas no chão dos campos, para que os pobres pudessem apanha-las. Sabendo disto, Rute se ofereceu para ir ao campo e apanhar trigo suficiente para fazer pão. E, assim, elas poderiam sobreviver.

Havia em Belém um fazendeiro rico, chamado Boaz, o qual era parente de Noemi. Estava na época da colheita e, portanto, muitos lavradores trabalhavam nos campos, corando o trigo e empilhando-o em feixes.

Sem saber Rute foi aos campos de Boaz, para apanhar espigas. Logo chegou Boaz, quando soube quem ela era, disse-lhe:

- Olha, filha minha, não vá colher em outro campo, mas fique até o fim da colheita. Eu já instruí os trabalhadores para não a molestarem. Quando você tiver sede, poderá tomar da nossa água.

Cheia de gratidão, Rute se prostrou e agradeceu a Boaz, por sua bondade, especialmente por sr ela estrangeira.

Mas, Boaz respondeu que ela a merecia, por causa da sua dedicação a Noemi. Depois, convidou-a para almoçar com seus homens e ordenou que os ceifeiros deixassem no chão mais espigas do que normal.

Naquela noite Rute voltou para casa e mostrou à sogra a grande quantidade de trigo que havia conseguido. Quando Noemi soube que o benfeitor era Boaz, ela ficou muito contente. Deus as estava abençoando. Ela disse a Rute:

- Minha filha, devemos procurar um bom lar, para que você seja feliz. Tenho um plano. Esta noite vá ao local onde Boaz estará trabalhando para debulhar a cevada. Depois do serviço ele dormirá lá. Durante a noite, você deve se aproximar de Boaz, deitando-se aos pés dele, cobrindo-se com a coberta dele. Sabendo ele que você é parente, ele lhe explicará o que você deve fazer, para se casar com ele.

Rute, obedecendo a Noemi, tomou banho, vestiu-se e foi deitar-se aos pés de Boaz. Quando ele a viu deitada aos seus pés, ele lhe disse:

- Que o Senhor a abençoe, minha filha! Não tenha medo. Farei conforme o seu desejo, pois todos sabem que você é uma moça correta.

Depois de uma interessante cerimônia civil, na qual Boaz aceitou a responsabilidade por Rute e a herança que ela receberia, em memória ao sei marido falecido, ele se casou com Rute e algum tempo depois, ela deu à luz um bom filho. As mulheres da cidade se regozijaram com Noemi, dizendo:

- Ele será consolador da sua velhice, pois sua nora, que a ama, o deu à luz. Ela é melhor para você do que sete filhos.

O filho de Rute se chamou Obede. Este se tornou o pai de um homem chamado Jessé, que foi pai do famoso rei, Davi. Muitos séculos depois, Jessé nasceu esta mesma família (de Rute), sendo descendente direto de Davi.

Lição Pratica: Leia a história e depois deixe as crianças conversarem sobre ela.

João foi seqüestrado pelos índios quando tinha 4 anos de idade e foi criado por pais índios por 11 anos. Mas no fim, ele foi devolvido aos brancos. Nesta vida desconhecida ele se sentiu rejeitado. Ele gostava somente do seu irmãozinho, Jorge. Fugindo, ele voltou aos índios.

Uma guerra entre os brancos e índios começou e João viu um índio matar uma criança, uma coisa que ele achou que nunca ia acontecer.

Um dia, os índios iam atacar um grupo de brancos passando num barco. Era para João entrar na água e fingir que estava precisando de ajuda e quando o barco passasse perto para busca-lo, os índios, que estavam escondidos na floresta, iam atacar. Mas quando o barco chegou perto de João, ele viu um menino do mesmo tamanho do seu irmão, Jorge. Por um momento, João esqueceu quem ele era e onde estava. Pensou somente na fidelidade que sentiu por seu irmãozinho. João gritou:

- Vão embora! Eles vão atacar!

Perguntas:

1. Para onde Elimeleque mudou-se com sua família?

2. Por que ele mudou?

3. O que aconteceu a Elimeleque e seus filhos?

4. Qual nora voltou pra Judá com Noemi?

5. Para qual cidade elas foram?

6. Qual tipo de trabalho Rute fazia em Belém?

7. Por que Boaz ficou impressionado com Rute?

8. Como Boaz mostrou bondade a Rute?

9. O que Noemi aconselhou Rute a fazer para ganhar Boaz como seu marido?

10. Como se chamava o nenê de Boaz e Rute?

11. Obede cresceu e se tornou o avô de quem?